Convento de S. Paulo

Igreja


Com nave rectangular coberta por abóbada de berço que termina no arco triunfal, tendo o chão fragmentos de túmulos; «a capela-mor, menor que a nave, tem igualmente abóbada de berço»; «a frontaria da igreja separa os dois corpos do convento»

 

Dois corpos monacais

a) «o mais estreito, onde estavam as celas e dormitórios, do lado direito, com a frontaria mais elevada que a da igreja, está completamente arruinado, em especial o último andar, sem cobertura»;

 

b) do lado esquerdo da igreja situa-se «o corpo do claustro, com um único andar coberto de terraço»; trata-se de um «belo espaço maneirista que conserva todos os elementos estruturais, muito sóbrios mas bem desenhados, realizado, provavelmente, na segunda metade do século XVII, durante a campanha de obras de 1672 (…). O claustro apresenta três arcos de volta inteira, apoiados em colunas toscanas de calcário (…). Mantém-se o chão de tijoleira, mas desapareceu
o rodapé de azulejos das galerias.»

Terraço


«no ângulo noroeste do claustro, uma escada dá acesso ao terraço que cobre as galerias e outras dependências do mesmo corpo.»

 


Casa de Fresco

«do lado oposto à igreja, conserva-se ainda a alameda de acesso à Fonte Santa.» Ao fundo, escavada na encosta, situa-se a «casa de fresco» da Fonte Santa ― «espaço em forma de gruta artificial totalmente decorada de embrechados, a qual devia ser utilizada pelos eremitas paulistas como local de meditação.» Considera-se esta Fonte Santa «uma das minúsculas mas maiores jóias do património artístico de Palmela».

 

 

 


Vítor SERRÃO e José MECO, Palmela histórico-artística: um inventário do património artístico concelhio, Lisboa/Palmela, Edições Colibri/Câmara Municipal de Palmela, 2007,
p. 277-304.